Orgulho, Calo, Fronteira...

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Meu orgulho ferido fere seu orgulho, que ferido, meu orgulho ferir vai.
Seu calo que pisado foi, agora pisar um calo procurar vai.
A fronteira que invadida no ontem foi, no hoje retomada a força de baionetas e sangue.
A cada círculo formado, um novo circulo iniciar vai.
Orgulho, calo ou fronteira, nada importa.
Importa mesmo é o poder.
Poder de seu orgulho ferir.
Poder de seu calo pisar.
Poder de sua fronteira invadir.
Poder de minha baioneta desembainhar.
Poder de seu sangue derramar.
Mas importar, importar mesmo, é o poder.
Poder para o orgulho engolir e perdoar.
Poder para depois do calo pisado, os pés de seu oponente lavar.
Poder para seu território recuperar sem sangue derramar.
Poder para todos unidos estarmos.
E juntos seguirmos para o futuro.
Futuro que fronteiras não existam.
Existam apenas homens livres.

sexta 09 março 2012 12:01


Inspiração

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          Acordo no meio da noite, lentamente abre meus olhos e fito o teto, pensamentos conturbado vindos do cotidiano me assolam, o que fazer, para onde foi ele o sono, levanto, uma folha em brando, um lápis, a inspiração onde está?
          Eu e o lápis iniciamos nosso trabalho, neste momento ele vem, vem como sempre vem, sem avisar, apenas vem, como sempre devagar me toma, como toma você, como toma ele, eles, elas, a todos, meus olhas vão lentamente se fechando, justo agora, agora que escrever ia, ele o sono me vem, chega e me leva ao mundo dos que acordados não estão.
          Neste momento do lápis dois pequenos braços brotam, e esses dois pequenos membros começam seu esforço para de meus dedos se libertar, primeiro um braço, depois o outro, suas pequenas mãos se apoiam em meus dedos e empurram seu esguio corpo de lápis para cima, um, dois, de novo, de novo, força, força, força que forma toma até que se faz livre. Da folha dois olhos brotam, uma boca, quem diria o lápis olhos e boca também têm, e os dois iniciam algo sul real.
          “- Ele dormiu.”
          “- Sim, dormiu.”
          Ambos piscam e seu trabalha inicio tem, a folha sobre a mesa, o lápis sobre a folha, escrevem, contam uma história de uma terra distante, mágica, falam do amor, das pessoas, da brisa soprando que leva os sonhos a experiências extraordinárias, levam suas personagens aos labirintos da vida...
          Acordo com um leve incomodo no pescoço, abro meus olhos e fito a folha sobre a mesa, o lápis sobre a folha, imóvel como um lápis deve ser, pego a folha que preenchida está, leio, releio, gosto do que vejo, apesar de não me lembrar de ter escrito nada, talvez a sonolência inspiração me deu. Deixo a folha e lápis sobre a mesa e me dirijo para a cama, para meu sono terminar.

sexta 13 janeiro 2012 10:15


Espírito

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Ouvi dizer, mas onde está?
Corri o mundo e muito pouco achei.
Fui aqui e acolá e nada achei.
Falaram-me, mas não encontrei.
Encontrei sede de consumo.
Uma grande corrida.
Quem tinha e podia gastar ia.
O desejo corria, se fastar ia.
Quem tinha e queria, comprar ia.
O desejo sentia, se ganhar ia.
Onde está? Se tanto ouvi dizer.
Muito pouco achei e o mundo corri.
Nada achei, e fui aqui e acolá.
Não encontrei, mas me falaram.
Falaram de amor, pouco vi.
Falaram de respeito, só falta senti.
Falaram de paz, guerra vi.
Falaram de afeto, só vazio senti.
E se você o espírito do Natal achar.
Abra você o coração para ele entrar.
Sinta você todo amor que ele lhe dar
Sinta você toda paz que ele lhe ofertar
Sinta você todo respeito que ele lhe ensinar.
Sinta você todo afeto que ele lhe acercar.
Mas você guardar não vai
O espírito de Natal, livre deve ser.
E assim passe ele.
Abrace a mim, seu irmão, seu vizinho.
Abrace seu amigo e seu inimigo
E dele faça seu amigo.
E assim o Natal feliz será.

sexta 16 dezembro 2011 09:34


Democracia Corinthiana.

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         Nos últimos dias dois fatos marcaram a nação Corinthiana, fomos pentas campeões...
         E perdemos o Dr. Sócrates, poderia citar que um atleta não deveria beber, que beber faz mal a saúde, Bla, Bla, Bla, isto me lançaria ao lugar comum, seria mais uma vez dizer o fácil, o que todos dizem, o que todos sabem, prefiro lembrar que somos todos humanos, e como humanos somos cheios de defeitos e vícios, que devemos sim lutar contra eles, dia a dia, mas os temos.
         E neste momento gostaria de lembrar que o gênio do calcanhar, integrou um movimento que tirou do dicionário uma palavra em desuso na época, uma palavra que extrapola seu próprio significado; governo para o povo. Mas também traz em seu bojo o peso de dizer que ninguém, ninguém, mas ninguém pode decidir pensar pelos outros, sem que tenha sido autorizado pelos outros e com regras claras e pré estabelecidas.
         Gostaria de deixar aqui minha humilde homenagem ao homem que com seus defeitos e virtudes deixou sua marca na história, um forte abraço Dr. Sócrates e boa sorte em sua nova jornada.

sexta 09 dezembro 2011 07:59


Partida

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Seu coração ansiava por partir.
E partiu, como quem abraça a vida e segue por seus caminhos.
Partiu e assim partiu o coração de sua velha mãe.
Partindo também o coração de seu velho pai.
Corações já tão partidos, por tantas outras partidas.
Mas seu coração ansiava por partir.
E partindo ansiava por outros ares.
Partiu e assim partiu o coração da jovem moça.
Partindo também seus sonhos, uma casinha, filhos, flores.
Sonhos que ficam confinados nos confins de seu coração.
Sonhos, que ficam partidos nos confins de seu coração.
Esperando quem sabe por outro coração que os realize, ou os partam novamente.
E seu coração ansiava por partir.
E partindo seu coração ansiava por outros lugares.
E partiu, partindo as possibilidades que sua pequena cidade lhe ofertava.
E se foi, partiu para abraçar os caminhos e descaminhos da vida.
E partindo se partiram as linhas que traçavam seu destino.
Linhas que dele faziam marionete.
E se foi.

Escrito em 14/10/2011

sexta 02 dezembro 2011 09:29


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